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Claus Hoppen

Máquina, habilidade e muita coragem

Essas eram as palavras de ordem adotadas com muita propriedade pelos pilotos que iniciaram a história do automobilismo brasileiro. E, como todos eram muito arrojados, geralmente a coragem era determinante nas ultrapassagens e em outras manobras, numa época em que os equipamentos de segurança nos carros de corrida eram praticamente inexistentes. O pensamento ágil, os braços e os pés tinham de suprir o que ainda estava por vir com o avanço da tecnologia. A intuição também ajudava e, mesmo nas disputas mais acirradas, havia certa camaradagem. Eram todos concorrentes, mas o sonho comum do pódio unia-os em uma espécie de confraria.

Eram tempos românticos, de testar limites, de ousadias, com muitas manobras do tipo punta-tacco e powerslide. Os mais novatos não se preocupem, no decorrer da leitura, esses e outros termos serão esclarecidos.

O leitor vai deparar-se também com a autenticidade característica das autobiografias, mas vai ser surpreendido com o romantismo dos relatos feitos por esse piloto, que, até hoje, respira o mundo das competições. Seu amor pelo esporte veio de berço, herdado do pai, argentino fanático por motores. A produção desta obra é mais uma mostra de seu amor pelo automobilismo.

Bird Clemente foi referência nos anos 1960, quando os pilotos brasileiros começaram a despontar para carreiras internacionais. A Europa era vista como possibilidade de profissionalização, mas ele fez carreira aqui, por opção, e foi o primeiro piloto profissional brasileiro. O objetivo fundamental de nosso autor sempre foi correr, chegar na frente, “fazer bonito”, como ele mesmo diz.

E agora ele “faz bonito” como contador de histórias – e que histórias emergem de sua memória prodigiosa! Recheadas de boas lembranças, amigos inesquecíveis, detalhes pitorescos de sua trajetória e de seus companheiros, alguns revezes, mas, principalmente, trata-se de uma prova de amor ao ofício, se é que podemos chamar assim a paixão, o prazer e a obstinação que permeiam todas as palavras aqui contidas.

Bom, como também sou apaixonado pelo tema, poderia continuar discorrendo sobre o assunto, mas não vou alongar-me para que vocês possam começar logo a leitura destas páginas que, com certeza, irão enriquecer ainda mais seus conhecimentos sobre os bastidores do automobilismo.

Leiam e embarquem nas curvas da Ferradura, do Lago, do Sargento, do Sol e de tantas outras, ao lado dos maiores piloros de nossa história.

 

Depoimentos do livro “Entre ases e reis de Interlagos”, por quem vive ou
viveu intensamente o mundo do automobilismo brasileiro:

Totó Porto
Claus Hoppen
Reginaldo Leme
Livio Oricchio
Bob Sharp